As atuais dificuldades do mercado de trabalho, o crescente número de chefes de família que a cada dia engrossam as fileiras de desempregados do país, somados aos apelos irresistíveis dos meios de comunicação incentivando o consumo descontrolado, tem ocasionado o endividamento das famílias brasileiras, conduzindo-as a uma elevada inadimplência nos seus compromissos comerciais e a perda de crédito no mercado.
A solução para estes conflitos dentro do lar, passa por uma reeducação financeira de toda a família e a incorporação de hábitos de consumo racional e responsável de produtos e serviços.
A elaboração de um orçamento doméstico realista onde são colocadas todas as despesas mensais da família de um lado e as receitas (rendas, salários, aluguéis e outros recebimentos), de outro, considerando uma reserva para eventuais imprevistos, e contando com a participação e a colaboração de todos os membros da família, torna-se essencial nos dias de hoje para se atingir o equilíbrio financeiro dentro de casa.
A disciplina de se planejar corretamente os gastos é extremamente recompensadora para os seus fiéis praticantes que conseguirem disciplinar os seus desejos e impulsos de consumirem de imediato, visando um objetivo maior mais a frente. Para que isto ocorra é necessário desenvolver dentro da família o conceito de: INTELIGÊNCIA FINANCEIRA.
A INTELIGÊNCIA FINANCEIRA em linhas gerais, consiste em utilizar o dinheiro da maneira mais inteligente possível, fazendo com que ele trabalhe para você ao invés de você trabalhar para ele.
Listaremos abaixo alguns procedimentos que poderão ajudá-lo a gerir melhor os seus recursos financeiros.
1)FAÇA UM BOM ORÇAMENTO DOMÉSTICO.
*Ele deve ser uma “fotografia financeira” dos gastos da sua família mês a mês, identificando assim despesas supérfluas e o percentual gasto em cada item consumido pela família naquele mês ex: habitação, vestuário, alimentação, transporte, educação familiar, lazer, eventuais e outros.
*Compare o planejado com o executado, tentando aproximar um do outro.
*Procure na medida do possível nunca gastar mais do que ganha gerando assim sobras para investimentos.
* Aprenda a definir prioridades para os seus gastos: identifique se alguns gastos são por necessidade (essenciais) ou por simples vontades (meros desejos)
*Discipline a sua vontade de um consumo imediato em prol de um objetivo maior mais a frente.
*Habitue-se a valorizar o seu dinheiro, vendo nele o resultado do seu esforço e trabalho, além de um meio para atingir os seus sonhos e objetivos.
2)CRIE UMA RESERVA FINANCEIRA PARA FUTURAS EMERGÊNCIAS.
*A reserva financeira deverá corresponder a pelo menos 6meses de despesas domésticas totais. Ex: gastos mensais de R$1000,00 devem ter um “respaldo financeiro” em caixa de pelo menos R$6000,00.
*Esta reserva deverá ser mantida em uma aplicação financeira conservadora, que permita resgate imediato (CADERNETA DE POUPANÇA, RENDA FIXA, FUNDO DI, dentre outros) e não deverá ser utilizada para outra finalidade. Este procedimento proporcionará uma maior tranqüilidade financeira e emocional em uma eventual perda de emprego, doenças, despesas inesperadas, evitando-se com isto de se recorrer a empréstimos com juros elevados como os praticados hoje no mercado.
*Para se atingir a esta reserva, equilibre o seu orçamento doméstico, gerando sobras e se possível habitue-se a poupar pelo menos 10% dos seus rendimentos mensais totais.
*No início será difícil, mas com disciplina, persistência e perseverança, este procedimento logo se tornará um hábito.
3)ADQUIRA CULTURA FINANCEIRA PERMANENTE.
*Desenvolva o gosto pelo tema “finanças pessoais”, converse com profissionais competentes neste ramo, leia jornais, revista e livros especializados neste assunto. Alguns emissoras de rádio ensinam “dicas” com grandes especialistas neste tema, diariamente.
4)NÃO BASTA SÓ ECONOMIZAR, É NECESSÁRIO INVESTIR CORRETAMENTE O DINHEIRO ECONOMIZADO.
*Investir corretamente é escolher a melhor aplicação financeira para o seu capital, tendo em vista algumas características: montante a ser aplicado, seu perfil psicológico para assumir riscos, o objetivo que se tem em mente com esta aplicação (sonho), o tempo que este recurso poderá ser aplicado, sem “ser mexido”, entre outros aspectos.
*É tentar sempre se “fazer mais com menos”, nunca se esquecendo de uma máxima do mercado de capitais: ”QUANTO MAIOR O GANHO, MAIOR O RISCO”.
5)DIVERSIFIQUE DE MANEIRA INTELIGENTE O CAPITAL A SER APLICADO.
*A diversificação consiste em não se alocar (colocar) todos os recursos em uma só aplicação, diluindo se assim o risco da mesma, principalmente quando se tratar de aplicações em renda variável. É o exemplo clássico de não se colocar “todos os ovos na mesma cesta”, pois caindo a cesta no chão corre-se o risco de “perderem-se” todos os ovos.
*Planeje os seus objetivos, dividindo-os entre: Curto prazo, médio prazo e longo prazo, tornam-se mais fáceis de serem atingidos deste modo.
*Antes de investir, consulte profissionais habilitados, com comprovada experiência de atuação no mercado financeiro, se possível contrate os serviços de um personal advisor (consultor financeiro), o resultado na maioria dos casos é extremamente compensador.
BOA SORTE!
domingo, 14 de junho de 2009
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